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Sérgio Buarque de Holanda

Sérgio Buarque de Holanda

"A inimizade pode ser tão cordial quanto a amizade."

Sérgio Buarque de Holanda (1902-1982) foi um historiador brasileiro, autor do clássico "Raízes do Brasil". Foi também crítico literário, jornalista e professor. Sua vida foi praticamente dedicada ao trabalho acadêmico.

Filho do farmacêutico pernambucano Cristóvão Buarque de Hollanda e da dona de casa fluminense Heloísa Gonçalves Moreira Buarque de Hollanda, Sérgio estudou em São Paulo, na Escola Caetano de Campos e no Ginásio São Bento, onde foi aluno do Afonso d'Escragnolle Taunay. Em 1921 mudou-se com a família para o Rio de Janeiro, onde participou do movimento Modernista de 1922, tendo sido nomeado por Mário de Andrade e Oswald de Andrade representante da revista Klaxon na mesma cidade.

Formou-se pela Faculdade Nacional de Direito da Universidade do Brasil (atual Universidade Federal do Rio de Janeiro), onde obteve o título de bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais no ano de 1925. Começou a trabalhar como jornalista (no Jornal do Brasil), seguindo para Berlim, como correspondente, nos anos 1929-1931.

Em 1936, obteve o cargo de professor assistente da Universidade do Distrito Federal. Neste mesmo ano, casou-se com Maria Amélia de Carvalho Cesário Alvim, com quem teria sete filhos: Sérgio, Álvaro, Maria do Carmo, além dos músicos Ana de Hollanda, Cristina Buarque, Heloísa Maria (Miúcha) e Chico Buarque. Ainda em 1936, publicou o ensaio "Raízes do Brasil", que foi seu primeiro trabalho de grande fôlego e que, ainda hoje, é o seu escrito mais conhecido.

Sérgio Buarque de Holanda assumiu, em 1939, a direção da Seção de Publicações, do Instituto Nacional do Livro. Em 1941 vai para os Estados Unidos, como professor visitante em várias universidades. De volta ao Brasil, em 1946, assumiu a direção do Museu Paulista, na vaga deixada pelo seu antigo professor Afonso E. Taunay.

Entre 1953 e 1955 reside em Roma com a família, onde assume a cátedra da cadeira de Estudos Brasileiros na Universidade de Roma. Em 1957 publica "Caminhos e Fronteiras". Recebe o Prêmio Edgard Cavalheiro, do Instituto Nacional do livro. Em 1962 é eleito primeiro diretor do Instituto de Estudos Brasileiros (IEB). Entre 1963 e 1967 foi professor convidado de universidades no Chile e nos Estados Unidos.

Sérgio Buarque de Holanda recebeu, em 1980, o Prêmio Juca Pato, da União Brasileira de Escritores e o Prêmio Jabuti de Literatura, da Câmara Brasileira do Livro. Foi membro-fundador do Partido dos Trabalhadores.

Faleceu em São Paulo, no dia 24 de abril de 1982.

A rotina e não a razão abstrata foi o princípio que norteou os portugueses, nesta como em tantas outras expressões de sua atividade colonizadora. Preferiam agir por experiências sucessivas, nem sempre coordenadas umas às outras, a traçar de antemão um plano para segui-lo até o fim.

Sérgio Buarque de Holanda