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Candido Portinari

Candido Portinari

"Só o coração nos poderá tornar melhores e é essa a grande função da arte."

Candido Portinari foi um pintor brasileiro, autor de quase cinco mil obras. Filho dos imigrantes italianos, Giovan Battista Portinari e Domenica Torquato, originários de Chiampo (Vêneto), nasceu no dia 29 de dezembro de 1903, numa fazenda de café nas proximidades de Brodowski, interior de São Paulo.

Não concluiu o curso primário. Aos 14 anos participa da restauração da Igreja de Brodowski. Aos 15 anos vai para o Rio de Janeiro estudar no Liceu de Artes e Ofícios e ingressa na Escola Nacional de Belas Artes, onde estuda desenho e pintura. Logo se destaca e, aos vinte anos, expõe pela primeira vez no Salão da Escola de Belas Artes.

Em 1928 participa do Salão com o retrato do poeta Olegário Mariano, e ganha como prêmio uma viagem para Europa. Antes de ir, fez uma exposição individual com 25 retratos. Os dois anos que passou vivendo em Paris foram decisivos no estilo que consagraria Portinari. Lá ele teve contato com outros artistas como Van Dongen e Othon Friesz, além de conhecer Maria Martinelli (1912-2006), uma uruguaia de 19 anos com quem o artista passaria o resto de sua vida.

A distância de Portinari de suas raízes acabou aproximando o artista do Brasil, e despertou nele um interesse social muito mais profundo. Em 1931, Portinari volta ao País. Companheiro de poetas, escritores, jornalistas e diplomatas, participa da elite intelectual brasileira numa época em que se verifica uma notável mudança na atitude estética e na cultura do País.

No ano de 1935 ele recebeu uma premiação em Nova Iorque por sua obra "O Café". Deste momento em diante, passou a ser mundialmente conhecido. O artista pintou os painéis Guerra e Paz, na sede da ONU em Nova Yorque, e o mural da Biblioteca do Congresso em Washington.

Dentre suas obras, destacam-se: "A Primeira Missa no Brasil", "São Francisco de Assis" e Tiradentes". Seus retratos mais famosos são: seu autorretrato, o retrato de sua mãe e o do famoso escritor brasileiro Mário de Andrade.

Faleceu no Rio de Janeiro, no dia 6 de fevereiro de 1962, vítima de intoxicação das tintas que utilizava.

Só o coração nos poderá tornar melhores e é essa a grande função da arte.

Candido Portinari

Se há tantos meninos em minha obra em balanços, gangorras é que seria meu desejo fazer com que eles fossem lançados ao ar a virarem belos anjos...

Candido Portinari

Sou um homem que tem saudade de Deus...

Candido Portinari